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Região de Terras de Santa Maria

2026/06/25

Obras na Linha do Norte vão condicionar comboios até 2029 e têm impacto direto em Espinho

Espinho

Intervenção entre Ovar/Válega e Espinho implica cortes noturnos e aos fins de semana, mas promete mais segurança, capacidade e fiabilidade na Linha do Norte.

A modernização da Linha do Norte entre Ovar/Válega e Espinho vai marcar a circulação ferroviária nos próximos três anos, com constrangimentos para os passageiros e impactos diretos no concelho espinhense. A empreitada foi consignada a 24 de junho, no Posto de Turismo de Espinho, e representa um investimento de 76 milhões de euros, integrado numa intervenção global estimada em 160 milhões de euros. A conclusão está prevista para junho de 2029.

A obra abrange o troço entre Ovar/Válega e Espinho e prevê a renovação integral da via, a melhoria das acessibilidades em estações e apeadeiros, a reorganização dos layouts ferroviários de Ovar e Esmoriz, a criação de vias de resguardo para comboios de mercadorias e a requalificação de várias componentes da infraestrutura. Segundo a Infraestruturas de Portugal, o objetivo é aumentar a segurança, a fiabilidade, o conforto e a capacidade da circulação ferroviária, além de reduzir tempos de percurso nos serviços de longo curso.

Para Espinho, o impacto mais imediato estará nos condicionamentos à circulação. As obras podem obrigar a interrupções noturnas até cinco horas e meia durante a semana e cortes que podem chegar às 12 horas aos fins de semana, afetando os utilizadores que dependem da ligação ferroviária para deslocações entre Espinho, Porto, Aveiro e restantes pontos servidos pela Linha do Norte.

A intervenção tem ainda expressão concreta no território espinhense, com destaque para a construção de uma passagem inferior rodoviária em Silvalde e de uma passagem superior rodoviária em Paramos, medidas associadas à supressão de passagens de nível e ao reforço da segurança ferroviária e rodoviária. A IP prevê também novas soluções pedonais, vedação do canal ferroviário e construção de novos cais de passageiros em estações e apeadeiros abrangidos pela empreitada.

+ Ler artigo: Investimento de €76 milhões avança na modernização da Linha do Norte entre Espinho e Válega

Apesar dos transtornos esperados, a obra é apresentada como estruturante para o principal eixo ferroviário nacional. No final da intervenção, a modernização deverá permitir uma circulação mais segura e flexível, maior capacidade para mercadorias, nomeadamente composições de 750 metros, e melhores condições para passageiros.

Até 2029, porém, os passageiros de Espinho deverão contar com alterações de horários, eventuais cortes de serviço e necessidade de acompanhar avisos atualizados da CP e da Infraestruturas de Portugal, sobretudo nas deslocações noturnas e aos fins de semana. O desafio será compatibilizar uma obra considerada essencial para o futuro da ferrovia com o menor impacto possível na mobilidade diária de quem vive, trabalha ou estuda em Espinho.

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