2026/07/07
Oliveira de Azeméis Vale de Cambra
Caso de Teamonde, noticiado pelo Região de Terras de Santa Maria, motivou esclarecimentos na reunião de Câmara de Oliveira de Azeméis sobre os limites territoriais com Vale de Cambra.
A notícia publicada pelo Região de Terras de Santa Maria sobre as dúvidas em torno dos limites territoriais entre Oliveira de Azeméis e Vale de Cambra chegou à reunião de Câmara de Oliveira de Azeméis. O tema foi levantado pelo vereador do Chega, Manuel Almeida, que pediu esclarecimentos ao executivo municipal sobre a posição oficial da autarquia relativamente à localização do equipamento e à definição dos limites entre os dois concelhos.
Em causa está a requalificação da antiga Escola de Teamonde, situada na zona de fronteira administrativa entre Oliveira de Azeméis e Vale de Cambra. O Região de Terras de Santa Maria noticiou que o caso voltou a colocar os dois municípios “em rota de colisão”, depois de o assunto ter sido levantado na Assembleia Municipal de Vale de Cambra, onde foram questionadas a localização do imóvel e a intervenção promovida pelo município oliveirense.
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Na reunião de Câmara de Oliveira de Azeméis, Manuel Almeida defendeu que a questão deve ser resolvida “de forma definitiva, transparente e suficientemente técnico-jurídica”, considerando que não é desejável manter dúvidas sobre a gestão de equipamentos públicos e a responsabilidade dos serviços entre municípios vizinhos. O vereador questionou ainda se existem pareceres técnicos, cartográficos ou jurídicos que sustentem a posição do município de Oliveira de Azeméis e se houve contactos com Vale de Cambra para clarificar a situação.
Na resposta, o presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis foi perentório. “A Escola de Teamonde é propriedade da Câmara Municipal, portanto, sobre isso não há dúvida rigorosamente nenhuma”, afirmou, sublinhando que os limites territoriais são uma questão complexa, mas que não colocam em causa a titularidade do imóvel.
O autarca revelou ainda que reuniu recentemente com o presidente da Câmara de Vale de Cambra, com o objetivo de envolver os presidentes de junta dos dois municípios num trabalho conjunto que permita perceber se é possível “definir de uma vez por todas os limites de divisão dos dois territórios”. Ainda assim, deixou claro que o município oliveirense não abdica da sua posição.
“Não vamos colocar em causa quem é a propriedade da Escola de Teamonde”, insistiu o presidente da Câmara, acrescentando que o município está a realizar no local “um investimento de muitas centenas de milhares de euros”. O autarca foi mais longe e garantiu que ninguém entrará no equipamento sem autorização de Oliveira de Azeméis: “Garanto-lhe que ninguém entra lá, porque nós não vamos deixar”.
Para o presidente da câmara, o processo é antigo e arrasta-se há décadas. Ainda assim, defendeu que deve ser respeitado aquilo que historicamente aconteceu no lugar de Teamonde, admitindo que, se houver direitos do município a fazer valer, Oliveira de Azeméis o fará.
O caso promete continuar em aberto, agora com o tema a ganhar expressão política dos dois lados da fronteira administrativa. Depois de ter sido discutido em Vale de Cambra, a Escola de Teamonde foi também levada à reunião de Câmara de Oliveira de Azeméis, onde o executivo assumiu uma posição firme: o equipamento é património municipal e está em território oliveirense.