2026/07/08
Biblioteca Municipal de São João da Madeira deverá mudar até ao final do mês para instalações provisórias, com custos de adaptação e transferência de 24.701 euros... além do valor das rendas.
A Câmara Municipal de São João da Madeira pretende concluir até ao final do mês a mudança da Biblioteca Municipal para as instalações provisórias. A informação foi avançada pelo presidente da autarquia, João Oliveria, na reunião pública do executivo de 7 de julho, onde foram também detalhados os custos associados à adaptação e transferência do serviço.
Para além das rendas do novo espaço - que poderão ascerder aos 66 mil euros, tal como o REGIÃO DE TERRAS DE SANTA MARIA escreveu aqui - a mudança da Biblioteca Municipal para as instalações provisórios terá um custo de 24.701,35 euros em despesas de preparação, transporte, comunicações, rede informática, limpeza e pequenas adaptações. O presidente da Câmara explicou que o contrato foi assinado e enviado aos arrendatários no dia 6 de maio, mas que a validação do processo ficou dependente da entrega da documentação legal dos oito proprietários.
Segundo o líder da autarquia, a certidão das Finanças foi entregue a 25 de maio e a da Segurança Social a 27 de maio, juntamente com o IBAN para efeitos de pagamento. “Só a partir de nós termos a documentação legal é que validamos o contrato”, afirmou o autarca, esclarecendo que, apesar da data do contrato ser 6 de maio, a primeira renda fica paga apenas a 6 de junho.
O município entrou no espaço no início de maio, uma vez que o acordo já estava firmado, para realizar limpezas e reparações. Os trabalhos passaram sobretudo por pintura e pela adaptação de uma casa de banho acessível a pessoas com necessidades especiais. A intervenção ficou concluída no final de junho, mas o processo sofreu um atraso na limpeza final das instalações, depois de a empresa responsável ter alegado falta de pessoal e abandonado o serviço.
“Já estamos a correr para acabar o serviço”, afirmou João Oliveira, garantindo que a intenção da autarquia é concretizar a mudança da biblioteca “até ao final do mês”.
O valor total apresentado pelo município ascende a 24.701,35 euros. Desse montante fazem parte 5.461 euros em serviço de transportes, 5.337 euros em serviço de internet e voz, 1.008 euros em armaduras LED, 196 euros em vidros, 788 euros em tinta, 3.710 euros em equipamento para o WC, 1.660 euros em limpeza das instalações e 6.537 euros em rede informática para as instalações provisórias da biblioteca.
O presidente da câmara defendeu, contudo, que algumas destas despesas existiriam em qualquer solução de mudança, nomeadamente os transportes e os serviços de internet e voz. Por isso, João Oliveira sustentou que a diferença direta da opção escolhida rondará os 14 mil euros, acrescentando que tudo o que for possível retirar e reaproveitar posteriormente será aproveitado.
A instalação provisória surge depois dos problemas registados no edifício da Biblioteca Municipal, nomeadamente entradas de água e avarias nos elevadores, que levaram a encerramentos e reaberturas sucessivas do equipamento. O autarca assumiu que a mudança é uma opção do executivo, mas justificou-a com a necessidade de garantir melhores condições enquanto decorre o processo para a obra definitiva.
João Oliveira adiantou ainda que está em curso o processo de visto do Tribunal de Contas e a revisão do projeto da Biblioteca Municipal, com o objetivo de lançar rapidamente a empreitada a concurso. A previsão apontada é de dois anos para a intervenção, embora o presidente tenha manifestado a expectativa de que esse prazo possa ser reduzido.
A vereadora do Partido Socialista, Irene Guimarães, não avançou com uma posição fechada sobre as explicações dadas pelo presidente da Câmara. A autarca socialista justificou que a informação foi transmitida oralmente e que o PS irá analisar os dados com cuidado, podendo voltar ao tema numa próxima reunião.
“Não vou estar a fazer contas de cabeça nem perguntas sem analisar com cuidado novamente o contrato e todas as informações”, afirmou Irene Guimarães.