Em
Região de Terras de Santa Maria

2026/04/28

Biblioteca Municipal provisória em antiga loja de roupa pode custar €66 mil em rendas aos cofres da autarquia de São João da Madeira

Oliveira de Azeméis

Transferência da Biblioteca Municipal para antiga loja de roupa no centro cidade de São João da Madeira poderá custar cerca de 66 mil euros em rendas nos próximos dois anos.

A transferência provisória da Biblioteca Municipal de São João da Madeira para uma antiga loja de roupa no centro da cidade está a gerar polémica política, sobretudo após terem sido conhecidos os encargos associados ao arrendamento do espaço, que poderão atingir um total de cerca de 66 mil euros ao longo de dois anos.

A solução encontrada pelo executivo passa pela instalação da biblioteca na antiga loja da Malisan, um espaço com cerca de 500 metros quadrados, onde deverão ser acomodados aproximadamente 44 mil livros. A mudança surge na sequência da necessidade de realizar obras profundas no edifício atual da biblioteca, depois de este ter sido afetado pelo mau tempo, obrigando ao seu encerramento.

De acordo com a informação inicialmente avançada, a solução provisória deverá prolongar-se por cerca de dois anos, período necessário para a requalificação do equipamento municipal. Foi já em reunião de câmara que o executivo liderado por João Oliveira revelou os valores previstos para o arrendamento, ainda sem contrato formal assinado, indicando uma renda de 2.500 euros por mês durante o primeiro ano e de 3.000 euros por mês durante o segundo ano.

 

Fazendo as contas, o custo anual no primeiro ano ascende a 30 mil euros, enquanto no segundo ano sobe para 36 mil euros, o que perfaz um total de 66 mil euros ao fim de dois anos de utilização do espaço.

A divulgação destes valores intensificou as críticas da oposição, que questiona a opção tomada e aponta a existência de alternativas sem custos diretos para o município, como a utilização da Torre da Oliva. Para os vereadores socialistas, essa solução permitiria evitar o pagamento de renda e garantir condições adequadas para o funcionamento da biblioteca, criticando ainda a falta de acesso ao contrato de arrendamento.

Do lado do executivo, a decisão é justificada com a necessidade de garantir maior visibilidade e proximidade da biblioteca junto da população, defendendo também que a utilização da Torre da Oliva implicaria a perda de receitas municipais provenientes de eventos, estimadas entre 22 mil e 24 mil euros anuais. O presidente da câmara, João Oliveira, argumenta que a escolha resulta de um equilíbrio entre custos e receitas, considerando que a localização central poderá potenciar a utilização do serviço.

Apesar das justificações apresentadas, o tema continua a dividir posições e deverá manter-se no centro do debate político local, transformando uma mudança considerada inevitável numa discussão sobre gestão financeira e opções estratégicas para a cidade.

Partilhar nas redes sociais

Comente Aqui!









Últimas Notícias
💶 Quanto Custou? | Câmara de Oliveira de Azeméis prevê gastar até 345 mil euros em 12 meses
31/08/2026
Novo concurso para o piso adia reabertura do Pavilhão das Travessas
31/08/2026
Bombeiros de Fajões foram os únicos das Terras de Santa Maria contemplados com apoio para novo veículo de combate a incêndio pela CCDR Norte
28/08/2026
Último grande ativo da PERM foi vendido por quase 1 milhão de euros a empresa ligada ao grupo ABB
28/08/2026
O terreno de 2 mil euros de Salvador Malheiro em Santa Maria da Feira que foi vendido por 100 mil
28/08/2026
Municípios das Terras de Santa Maria avançam com dissolução do Parque Empresarial de Recuperação de Materiais
26/08/2026
Maria João Torres Cruz é adjunta de Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministro
26/08/2026
💶 Quanto Custou? | Câmara de Espinho investe mais de € 21 mil em nova plataforma para emails, SMS e campanhas digitais
25/08/2026