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Região de Terras de Santa Maria

2026/04/23

Viagem Medieval e Perlim acumulam prejuízo superior a 265 mil euros em 2025

Santa Maria da Feira Transparência

Eventos âncora do concelho de Santa Maria da Feira fecharam 2025 com prejuízo acima de 265 mil euros, apesar do forte impacto económico local.

A Viagem Medieval em Terra de Santa Maria e o parque temático Perlim encerraram o ano de 2025 com um prejuízo conjunto superior a 265 mil euros, de acordo com as contas da empresa municipal responsável pela organização dos dois eventos, em Santa Maria da Feira.

O maior impacto negativo registou-se na Viagem Medieval, que apresentou um défice a rondar os 160 mil euros. Apesar da elevada afluência de visitantes ao longo dos vários dias do certame, a receita de bilheteira ficou aquém do esperado, comprometendo o equilíbrio financeiro do evento.

Entre os principais fatores apontados estão a redução do número de entradas face às previsões e o aumento dos custos operacionais, num contexto de pressão inflacionista que afetou diversas áreas da organização, desde logística a recursos humanos.

Também o Perlim, iniciativa dedicada à quadra natalícia, contribuiu para o resultado negativo global, ainda que com menor expressão. No conjunto, ambos os projetos ultrapassaram a fasquia dos 265 mil euros de prejuízo, levantando questões sobre a sustentabilidade financeira do modelo atual.

Ainda assim, a autarquia e a entidade gestora defendem que estes eventos têm um papel estratégico relevante, sublinhando o seu impacto económico indireto. Restaurantes, hotéis, comércio local e outros setores beneficiam de um aumento significativo de procura durante a realização das iniciativas, com efeitos que se estendem a toda a economia do concelho.

Perante os resultados, já está a ser equacionado um aumento dos preços dos bilhetes para futuras edições, como forma de compensar a subida de custos e garantir maior equilíbrio nas contas. A decisão surge num contexto em que fatores externos, como as condições meteorológicas e a procura turística, continuam a influenciar de forma determinante o desempenho financeiro destes eventos.

O desafio para os próximos anos passará por conciliar a atratividade cultural e turística da Viagem Medieval e do Perlim com uma gestão mais sustentável, capaz de reduzir a dependência direta da bilheteira e mitigar riscos financeiros.

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Viagem Medieval e Perlim somam prejuízo superior a 265 mil euros em 2025

Meta descrição: Santa Maria da Feira registou prejuízo superior a 265 mil euros com a Viagem Medieval e o Perlim em 2025, apesar de milhões gerados na economia local.

A Viagem Medieval em Terra de Santa Maria e o evento natalício Perlim, realizados em Santa Maria da Feira, fecharam o exercício de 2025 com um prejuízo global superior a 265 mil euros, segundo as contas da empresa municipal responsável pela organização.

O maior défice pertence à Viagem Medieval, que registou um resultado negativo na ordem dos 160 mil euros. A organização previa atingir cerca de 250 mil visitantes pagantes, mas ficou aquém dessa meta, o que teve impacto direto na receita de bilheteira — principal fonte de financiamento do evento.

Apesar disso, o certame manteve uma forte adesão diária, com dezenas de milhares de visitantes por dia ao longo dos vários dias de recriação histórica. Ainda assim, o volume de receitas não acompanhou o aumento dos encargos.

Do lado da despesa, verificou-se uma subida significativa dos custos operacionais, incluindo infraestruturas, logística, animação, segurança e recursos humanos, num contexto de inflação generalizada. Estes fatores contribuíram para agravar o desequilíbrio financeiro.

Já o Perlim, evento dedicado ao período natalício, também apresentou contas negativas, contribuindo para o resultado global acima dos 265 mil euros de prejuízo. Embora com menor peso financeiro do que a Viagem Medieval, o evento não conseguiu compensar os custos com a receita gerada.

Outro dos pontos destacados prende-se com a dependência elevada da bilheteira, tornando os resultados particularmente sensíveis a variações na procura. A não concretização das previsões de entradas revelou-se determinante para o desfecho financeiro.

Apesar dos resultados negativos, a autarquia e a entidade gestora continuam a defender o valor estratégico destas iniciativas, sublinhando o seu impacto económico indireto, estimado em dezenas de milhões de euros para o tecido económico local. Setores como restauração, hotelaria, comércio e serviços registam aumentos significativos de atividade durante os períodos dos eventos.

Perante este cenário, está já em cima da mesa um aumento dos preços dos bilhetes para as próximas edições, com o objetivo de equilibrar as contas e acomodar o crescimento dos custos. A medida surge também como resposta à necessidade de garantir maior sustentabilidade financeira.

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