2026/04/29
O presidente da câmara, André Silva, afirmou que a criação de uma urgência permanente tem sido abordada em reuniões com a Unidade Local de Saúde, mas sem resultados até ao momento.
O executivo municipal de Vale de Cambra admitiu, em sessão da Assembleia Municipal, que não é possível garantir um serviço de urgência a funcionar 24 horas por dia no concelho. A informação foi prestada pelo presidente da Câmara durante o período de respostas às intervenções dos deputados.
O tema surgiu no âmbito de várias intervenções relacionadas com o acesso à saúde no concelho, com destaque para a intervenção do deputado Albino Almeida, do Partido Socialista, que apontou dificuldades no Serviço Nacional de Saúde local e comparou a realidade de Vale de Cambra com a de Arouca. O deputado referiu que os valecambrenses são frequentemente obrigados a deslocar-se para fora do concelho para obter cuidados médicos e questionou o nível de investimento realizado na área da saúde.
Na resposta, o presidente da câmara, André Silva, afirmou que a criação de uma urgência permanente tem sido abordada em reuniões com a Unidade Local de Saúde, mas sem resultados até ao momento. “Era melhor para todos e queremos muito que houvesse um serviço disponível 24 horas por dia, mas até ao momento ainda não foi possível”, declarou.
Durante a mesma intervenção, o autarca referiu que têm sido mantidos contactos regulares com a administração da ULS, incluindo reuniões com responsáveis anteriores e atuais, com o objetivo de garantir o reforço dos serviços no concelho.
No que diz respeito a investimento, o executivo indicou que está em curso uma intervenção no centro de saúde no valor de cerca de 800 mil euros. Foi também referida a existência de polos de saúde em funcionamento e a conclusão próxima de um novo polo, num investimento de cerca de 500 mil euros.
O presidente acrescentou ainda que as obras em curso vão permitir a criação de novas valências no centro de saúde, incluindo uma sala de reabilitação e fisioterapia e uma sala de colheitas, que se juntam a serviços já existentes, como consultas de medicina dentária e podologia.
Relativamente à cobertura médica, o executivo afirmou que “não existe uma única pessoa que não tenha médico de família, salvo se não tiver feito o respetivo registo”.
A inexistência de um serviço de urgência 24 horas foi assim confirmada pelo executivo no seguimento de um debate centrado no acesso aos cuidados de saúde e na comparação com outros concelhos da mesma região.