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Região de Terras de Santa Maria

2026/07/08

Tanque de saltos das piscinas municipais de São João da Madeira só deverá reabrir no final de julho

São João da Madeira

Tanque de saltos das Piscinas Municipais de São João da Madeira deverá continuar encerrado até ao final de julho por razões de segurança.

O tanque de saltos das Piscinas Municipais de São João da Madeira deverá continuar encerrado até ao final de julho. A previsão foi avançada na reunião pública de Câmara de 7 de julho, depois de o Partido Socialista ter questionado o executivo sobre a paragem da obra e sobre o impacto da intervenção em plena época balnear.

A vereadora Irene Guimarães alertou que a obra parecia estar “sem qualquer atividade” e defendeu que deveria existir um acompanhamento mais próximo do empreiteiro, tendo em conta que o tanque de saltos é um dos equipamentos mais procurados pelos utilizadores das piscinas, sobretudo pelos jovens, durante o verão.

A autarca socialista considerou ainda que a realização da intervenção nesta altura do ano “não foi a solução mais adequada”, uma vez que o equipamento não estava totalmente inutilizado e a sua indisponibilidade impede os frequentadores de utilizarem o espaço “na sua plenitude”. O PS questionou também se tinha sido equacionada alguma redução no valor pago pelos utilizadores.

Em resposta, o vice-presidente da câmara, Tiago Correia, explicou que a previsão do município é que a intervenção na escadaria da torre de saltos fique concluída entre 20 e 24 de julho. Segundo o autarca, a parte do betão já foi tratada, estando agora em causa a substituição ou reparação de elementos ligados à segurança da torre.

Tiago Correia afirmou que, quando a autarquia começou a preparar a abertura das piscinas, no final do ano e início deste ano, foi detetado que a escadaria, os prumos e as guardas tinham apoios corroídos e que muitos degraus também apresentavam sinais de corrosão. Perante essa situação, o município entendeu que não podia abrir o equipamento ao público.

“Não poderíamos abrir aquela piscina e permitir que as pessoas estivessem na torre de saltos com aquelas condições”, afirmou o vice-presidente, sublinhando que a decisão foi tomada por razões de segurança.

O presidente da câmara, João Oliveira, reforçou a mesma explicação e admitiu que o tanque de saltos é “um dos pontos altos” das piscinas municipais, mas defendeu que o executivo não poderia correr o risco de manter a torre aberta sem garantias de segurança. .

Sobre o preço de entrada, Tiago Correia adiantou que a Câmara não ponderou reduzir o tarifário. A única alteração foi a limitação da lotação das piscinas, uma vez que uma parte do complexo está encerrada devido à empreitada. O presidente da câmara acrescentou ainda que o município também não aumentou o preço das piscinas, considerando que isso acaba por “contrabalançar” a indisponibilidade temporária da torre de saltos.

Durante a discussão, o PS deixou ainda a sugestão de que, aproveitando a requalificação, a autarquia avalie a possibilidade de abrir a terceira prancha da torre de saltos, uma reivindicação que, segundo Irene Guimarães, é feita por jovens utilizadores do equipamento. O executivo respondeu que a prancha ficará preparada para poder ser aberta quando o município assim entender, embora permaneça fechada por defeito.

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