2026/08/14
Sociais-democratas destacam o reforço da capacidade de resposta, a gestão de proximidade e a manutenção do Hospital de São João da Madeira no Serviço Nacional de Saúde.
O PSD de São João da Madeira considera “muito positiva” a transferência da gestão do Hospital de São João da Madeira para a Santa Casa da Misericórdia, defendendo que o novo modelo permitirá reforçar a capacidade de resposta da unidade e aproximar a gestão das necessidades da população.
Em resposta a um conjunto de questões colocadas pelo REGIÃO DE TERRAS DE SANTA MARIA, o PSD sanjoanense destaca a conjugação entre os meios do Estado e “a experiência e a proximidade de uma instituição social profundamente enraizada” no concelho, considerando que o objetivo comum deve passar pelo reforço da prestação de cuidados de saúde.
Para o partido, o acordo representa também “um regresso às origens”, tendo em conta a ligação histórica entre o Hospital e a Misericórdia, que durante vários anos assegurou a sua administração.
O PSD valoriza ainda o facto de a gestão passar para uma instituição local, considerando que o Hospital de São João da Madeira volta, desta forma, a ser “gerido pelos sanjoanenses”.
A estrutura partidária sublinha, contudo, que a alteração do modelo de gestão não significa a saída da unidade do Serviço Nacional de Saúde.
“O Hospital continuará integrado no SNS, mantendo-se o acesso universal, tendencialmente gratuito e em igualdade de condições com as restantes unidades de saúde”, frisa o partido.
Sobre o impacto do novo modelo na resposta aos utentes, o PSD mostra-se confiante de que o acordo permitirá melhorar o acesso às consultas, cirurgias, meios de diagnóstico e ao Serviço de Urgência Básica.
Segundo o partido, o documento estabelece recursos, objetivos e indicadores concretos destinados a reforçar a atividade do Hospital e a assegurar uma resposta mais eficaz às necessidades da população.
A gestão pela Santa Casa da Misericórdia é vista pelo PSD como uma vantagem pela proximidade ao território e pelo conhecimento das características e necessidades da população de São João da Madeira e da região.
Essa conjugação entre proximidade local, recursos e metas contratualizadas poderá, segundo os sociais-democratas, permitir uma gestão “mais ajustada à realidade local e regional” e uma resposta “mais próxima, acessível e eficiente”.
Entre as novas respostas previstas, o PSD destaca a criação da valência de internamento cirúrgico, que o Hospital de São João da Madeira não possuía até agora.
Relativamente aos 13,85 milhões de euros previstos para o primeiro ano e à duração inicial de dez anos do contrato, o PSD salienta que o montante corresponde à contrapartida pelos cuidados de saúde que a Santa Casa irá assegurar no âmbito do SNS.
O partido sublinha que se trata de uma prestação de serviço público com objetivos e obrigações definidos contratualmente, acrescentando que o montante efetivo dependerá da execução dos indicadores previstos no acordo.
Quanto à duração de dez anos, os sociais-democratas consideram que esta permitirá dar “estabilidade ao modelo” e criar uma perspetiva de médio e longo prazo para o desenvolvimento do Hospital.
Ao contrário do CDS-PP, que colocou particular ênfase na necessidade de reforçar o escrutínio, a posição do PSD assenta sobretudo nos mecanismos de fiscalização já associados ao Serviço Nacional de Saúde.
O partido recorda que, mantendo-se integrado no SNS, o Hospital continuará sujeito às regras, acompanhamento e fiscalização aplicáveis às restantes unidades do sistema público.
O acordo prevê também indicadores e objetivos concretos relacionados com a atividade e a capacidade de resposta, que deverão permitir avaliar o cumprimento do que foi contratualizado.
Para o PSD, o novo modelo deverá, assim, ser avaliado essencialmente pela capacidade de resposta aos utentes e pela boa aplicação dos recursos públicos.
A estabilidade dos profissionais de saúde e dos restantes trabalhadores é considerada pelo PSD uma condição fundamental para o sucesso da mudança.
O partido destaca que o protocolo prevê a auscultação dos trabalhadores sobre o interesse em permanecer no Hospital de São João da Madeira e salvaguarda, para aqueles que optarem pela continuidade, a manutenção do vínculo público, dos respetivos direitos e da antiguidade.
O objetivo, sustenta o PSD, deverá passar por garantir estabilidade e confiança aos profissionais e permitir que o Hospital mantenha e, quando necessário, reforce as suas equipas e competências.
Questionado sobre a exclusão da atividade oncológica nesta fase, o PSD evita individualizar essa valência e defende que a organização dos cuidados deve ser analisada numa lógica de complementaridade regional.
Para o partido, mais importante do que avaliar cada especialidade isoladamente é assegurar que as diferentes unidades da rede funcionam de forma articulada e que cada hospital dispõe das condições necessárias para cumprir a sua missão.
O PSD considera que o caminho deverá passar pelo reforço progressivo da capacidade instalada em São João da Madeira, em articulação com a restante rede regional e tendo como prioridade as necessidades concretas da população.
Para os utentes de São João da Madeira e dos restantes concelhos abrangidos pela ULS de Entre Douro e Vouga, o PSD espera que o novo modelo permita uma resposta de saúde “mais próxima e mais ajustada às necessidades das populações”.
Na perspetiva dos sociais-democratas, um Hospital de São João da Madeira com maior capacidade poderá reforçar toda a rede de cuidados da região e contribuir para uma melhor articulação e complementaridade entre as várias unidades da ULS.
O partido volta a salientar como garantia central a permanência do Hospital no Serviço Nacional de Saúde e conclui que a alteração deve ser encarada como “uma oportunidade para aproximar os cuidados das pessoas, reforçar a capacidade do hospital e melhorar a resposta de saúde à população”.