2026/02/09
Seguro obteve 68,53% dos votos (23.808 votos), enquanto André Ventura ficou pelos 31,47% (10.932 votos).
António José Seguro venceu de forma clara a segunda volta das eleições presidenciais de 2026 no concelho de Oliveira de Azeméis, ampliando significativamente a vantagem que já tinha alcançado na primeira volta face a André Ventura. Com as 13 freguesias apuradas, Seguro obteve 68,53% dos votos (23.808 votos), enquanto André Ventura ficou pelos 31,47% (10.932 votos).
No primeiro sufrágio, António José Seguro tinha liderado com 30,17% (11.215 votos), seguido de André Ventura com 22,80% (8.476 votos). A diferença entre ambos era então de 2.739 votos. Na segunda volta, essa margem mais do que triplicou, passando para 12.876 votos, refletindo uma transferência de votos amplamente favorável a António José Seguro.
Em termos absolutos, Seguro registou um crescimento de 12.593 votos entre as duas voltas, mais do que duplicando a sua votação inicial. André Ventura também reforçou o seu resultado, mas de forma bem mais limitada, com mais 2.456 votos face à primeira volta. Estes números mostram que a maioria do eleitorado dos candidatos eliminados acabou por convergir para a candidatura vencedora.
Participação eleitoral desce no segundo sufrágio
A segunda volta ficou marcada por uma quebra da participação eleitoral.
Enquanto na primeira volta votaram 38.096 eleitores, o segundo sufrágio contou com 36.425 votantes, menos 1.671 eleitores. A taxa de participação caiu de 62,73% para 59,98%, uma descida de 2,75 pontos percentuais, seguindo a tendência observada noutros concelhos.
Brancos e nulos aumentam de forma significativa
Tal como noutros territórios, a segunda volta registou um aumento expressivo dos votos em branco e nulos, sinal de algum distanciamento de parte do eleitorado face às duas opções finais.
Os votos em branco subiram de 430 (1,13%) na primeira volta para 1.073 (2,95%) na segunda, um aumento de 643 votos. Já os votos nulos passaram de 488 (1,28%) para 612 (1,68%), mais 124 votos.
No total, brancos e nulos cresceram 767 votos entre os dois sufrágios, um dado politicamente relevante num contexto de menor participação e de escolha limitada a dois candidatos.