Em
Região de Terras de Santa Maria

2026/04/17

Plataformas para mobilidade reduzida de autocarros da UNIR reduzida terão sido desmontadas

São João da Madeira

Munícipe Paulo Arraial denuncia retirada de plataformas de acessibilidade em autocarros da UNIR em São João da Madeira. Câmara considera grave e prometeu investigar.

Uma denúncia feita durante a mais recente reunião da câmara municipal de São João da Madeira levantou preocupações sobre a acessibilidade nos transportes públicos, ao dar conta de que autocarros com plataformas para pessoas com mobilidade reduzida terão sido alterados, com a possível remoção desses equipamentos.

A situação foi exposta pelo munícipe Paulo Arraial, durante o período de intervenção do público, que alertou para o facto de veículos que anteriormente dispunham de plataformas elevatórias deixarem de as ter, colocando em causa as condições de acessibilidade do serviço.

Retirada de equipamentos considerada “inadmissível”

Perante a denúncia, o executivo municipal reagiu com preocupação, considerando que, a confirmar-se, se trata de uma situação grave.

O vice-presidente da Câmara sublinhou que não faz sentido retirar equipamentos já instalados, sobretudo quando estes são fundamentais para garantir o acesso de pessoas com mobilidade condicionada aos transportes públicos.

+ Ler também: Transportes públicos continuam a falhar: estudantes ficam sem autocarros em São João da Madeira

Câmara promete investigar junto da operadora

O município garantiu que irá averiguar a situação junto da operadora e das entidades responsáveis pelo sistema de transportes, nomeadamente no âmbito da gestão metropolitana.

A intenção passa por confirmar se houve efetivamente a remoção das plataformas e, caso se verifique, exigir a sua reposição.

Questão reforça críticas ao funcionamento da UNIR

Este caso surge num contexto de várias críticas ao funcionamento da rede de transportes, já marcada por problemas como atrasos, sobrelotação e falhas de serviço.

A eventual retirada de equipamentos de acessibilidade vem agravar essas preocupações, colocando em causa a inclusão e igualdade de acesso ao transporte público.

Acessibilidade como obrigação legal e social

A existência de plataformas para pessoas com mobilidade reduzida não é apenas uma questão técnica, mas também uma obrigação legal e um princípio essencial de inclusão.

A confirmar-se a denúncia feita por Paulo Arraial, poderá estar em causa o cumprimento das regras associadas à concessão do serviço, bem como o direito de acesso de todos os cidadãos à mobilidade pública.

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