2026/07/07
Assembleia Municipal de Espinho discutiu a falta de data para a abertura da Piscina Solário Atlântico e queixas de utentes sobre as condições da Piscina Municipal.
As piscinas municipais de Espinho estiveram no centro das críticas na Assembleia Municipal. A oposição questionou o executivo sobre a Piscina Solário Atlântico, que continua sem data concreta para abrir, e sobre várias queixas relativas às condições da Piscina Municipal de Espinho.
O tema foi levantado pelo deputado municipal Francisco Rodrigues, que pediu esclarecimentos sobre a decisão de não abrir a Piscina Solário Atlântico, associada ao estado de degradação do equipamento. O deputado quis saber qual o relatório técnico que fundamentou a decisão, que intervenções de manutenção foram executadas durante o mandato, se foram ponderadas soluções faseadas que evitassem a indisponibilidade total do espaço e que garantias existem para que situações semelhantes não se repitam noutros equipamentos municipais.
Para a oposição, a não abertura da Piscina Solário Atlântico “não representa apenas a indisponibilidade de um equipamento municipal”, mas uma decisão que exige escrutínio político. Em causa está, segundo a intervenção, a necessidade de apurar se houve planeamento, acompanhamento técnico, manutenção adequada e transparência na gestão de um dos equipamentos públicos mais relevantes do concelho.
Na resposta, o presidente da câmara, Jorge Ratola, defendeu que “não há aqui um encerramento”, uma vez que a piscina já se encontrava fechada. O autarca explicou que o executivo tentou resolver parte dos problemas, mas que o estado do equipamento foi revelando cada vez mais limitações à operação. Segundo afirmou, a câmara tem relatórios e análises sobre a situação e fará chegar essa informação aos eleitos municipais.
O presidente admitiu que a expectativa inicial de acelerar a resolução do problema não se confirmou, e afirmou que a autarquia está a trabalhar para que a Piscina Solário Atlântico ainda possa ter utilização esta época, embora reconheça que o calendário é apertado. O autarca adiantou que a intervenção deverá envolver uma componente interna e externa, referindo problemas estruturais nas escadas, na estrutura, na zona dos saltos, numa laje e nos corredores superiores.
Imagens demonstram o estado de degradação da Piscina Solário do Atlêntico em Espinho:




Queixas de utentes na Piscina Municipal
A Piscina Municipal de Espinho também foi alvo de críticas. Na Assembleia foram referidos testemunhos de utilizadores que apontam para chuveiros avariados, balneários com utilização condicionada, problemas de higiene e até presença de insetos nos balneários. A oposição questionou se o executivo tem conhecimento destas situações, qual o plano de manutenção existente e que mecanismos são usados para monitorizar a satisfação dos utentes e garantir resposta às reclamações.
O presidente da Câmara disse que a situação preocupa o executivo e garantiu que a autarquia está atenta e a intervir. O autarca sublinhou que as reclamações apresentadas à Câmara são analisadas e respondidas, acrescentando que qualquer reclamação no livro deve ter resposta.
Sobre a Piscina Municipal, referiu ainda um episódio em que uma mãe se queixou de uma situação envolvendo o filho e esclareceu que não estava em curso uma intervenção de fundo, mas sim a compra de cacifos e a recuperação de algumas paredes.
O debate prosseguiu depois na intervenção política, com a oposição a insistir que, mesmo não tendo sido formalmente encerrada, a Piscina Solário Atlântico “não abriu” e que o efeito prático é o mesmo: impacto económico para o município e procura desviada para outros concelhos. Foi ainda criticado que, a meio do verão, equipamentos municipais continuem fechados, num contexto em que a oposição acusa o executivo de comunicar muito, mas executar pouco.