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Região de Terras de Santa Maria

2026/02/20

Pavilhão das Travessas em São João da Madeira encerrado sem prazo nem custos definidos e obriga clubes a treinar em escolas e no concelho de Oliveira de Azeméis

São João da Madeira

O Pavilhão das Travessas está encerrado após infiltrações graves. Clubes treinam em escolas e outros concelhos, sem prazo nem custos definidos para a reparação.

O Pavilhão das Travessas, em São João da Madeira, está inoperacional após infiltrações graves provocadas pelas chuvas intensas das últimas semanas, deixando sem casa algumas das principais modalidades do concelho e obrigando à dispersão de treinos por escolas, bombeiros e até pavilhões de municípios vizinhos. A câmara municipal de São João da Madeira admite que não há ainda prazo nem custo estimado para a resolução do problema.

 

Os danos afetaram os quatro pisos do complexo desportivo, que ficaram levantados e inutilizados, além de problemas nas infraestruturas elétricas e infiltrações em várias zonas. O executivo municipal reconheceu a gravidade da situação e afirmou que a prioridade é perceber a origem da entrada de água antes de avançar com qualquer intervenção.

Uma das hipóteses em análise é a subida do nível freático, associada às condições meteorológicas extremas registadas recentemente, que poderá estar a provocar infiltrações a partir do subsolo.

Para já, estão a decorrer peritagens técnicas e processos com seguradoras, sendo que o município admite não ter ainda condições para avançar com uma calendarização ou estimativa financeira da reparação.

Clubes obrigados a treinar em escolas, bombeiros e fora do concelho

Sem poder utilizar o pavilhão, dezenas de equipas foram redistribuídas por vários equipamentos. Em São João da Madeira, os treinos estão a decorrer no Pavilhão do Centro de Educação Integral, no Pavilhão da Escola Oliveira Júnior, no Pavilhão da Escola João da Silva Correia, no Pavilhão da Escola Serafim Leite e ainda no Pavilhão dos Bombeiros, numa solução de emergência que procura minimizar a interrupção da atividade.

Para além destas soluções dentro do concelho, algumas equipas foram também encaminhadas para o Pavilhão de Macieira de Sarnes, em Oliveira de Azeméis. O município estabeleceu ainda contactos com instalações em Santa Maria da Feira, embora a disponibilidade seja limitada devido à elevada procura e a problemas semelhantes noutras infraestruturas.

Segundo o executivo, muitos destes espaços não oferecem as condições ideais, mas permitem garantir a continuidade possível dos treinos e competições.

Sem valores nem prazo para a obra

Apesar de garantir que a intervenção será realizada, a Câmara confirmou que ainda não existem valores estimados para a reparação, nem um prazo definido para o início da obra ou para a reabertura do equipamento.

O executivo justificou esta indefinição com a necessidade de concluir os estudos técnicos em curso e de apurar responsabilidades, nomeadamente no âmbito dos seguros, antes de avançar com qualquer intervenção estrutural.

O Pavilhão das Travessas é uma das principais infraestruturas desportivas do concelho, acolhendo diariamente treinos e competições de modalidades como andebol, futsal, patinagem artística, voleibol e atletismo.

O seu encerramento representa uma das maiores interrupções na atividade desportiva local dos últimos anos, afetando diretamente clubes, atletas e associações que dependem daquele espaço para o desenvolvimento da sua atividade regular.

Eventos e calendário desportivo condicionados

A indisponibilidade do pavilhão está também a obrigar à reformulação de eventos e competições previstas, como é o caso do AndebolMania, com o município a trabalhar em planos alternativos que permitam manter as iniciativas, ainda que em condições diferentes das inicialmente planeadas.

No entanto, o executivo reconhece que estas soluções são provisórias e dependem sempre da disponibilidade de outros equipamentos, o que limita a capacidade de resposta.

O caso surge num contexto de chuvas intensas que têm causado problemas em várias infraestruturas da cidade, levantando preocupações sobre a resiliência dos equipamentos públicos perante fenómenos meteorológicos extremos.

Enquanto não há solução definitiva, clubes e atletas continuam a adaptar-se a uma realidade improvisada, sem saber quando poderão regressar ao seu principal pavilhão, numa situação que deixa em suspenso o futuro próximo da atividade desportiva local.

 

 

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