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Região de Terras de Santa Maria

2026/05/01

Município de Arouca prevê mais de 50 novos trabalhadores e mantém 195 vagas por preencher no Mapa de Pessoal para 2026

Arouca

O mapa de pessoal para 2026 da Câmara Municipal de Arouca prevê um reforço de 50 trabalhadores e deixa em aberto 195 vagas. Oposição critica número excessivo.

O município de Arouca, liderado pela socialista Margarida Belém, aprovou o Mapa de Pessoal para 2026, um documento que aponta para um aumento superior a 50 trabalhadores face ao ano anterior e que prevê ainda cerca de 195 postos de trabalho por preencher, refletindo as necessidades atuais e futuras dos serviços municipais 

A proposta surge alinhada com o Orçamento Municipal e traduz o reforço do quadro de pessoal, justificado pelo executivo com a transferência de novas competências para as autarquias, nomeadamente nas áreas da educação, ação social e saúde. Este processo implicou a integração de dezenas de profissionais, sobretudo no setor da educação, levando a Câmara a defender que o crescimento do número de trabalhadores é indispensável para garantir a qualidade dos serviços prestados à população.

Apesar dessa justificação, o documento gerou reservas entre vários membros da Assembleia Municipal, sobretudo devido ao elevado número de vagas ainda por preencher. A existência de cerca de 195 postos disponíveis levanta dúvidas quanto à capacidade de recrutamento do município e ao real nível de execução do plano, sendo apontada pela oposição como um sinal de possível fragilidade no planeamento dos recursos humanos.

Outro dos pontos mais debatidos foi o perfil das contratações previstas. Alguns deputados consideram que o aumento do quadro de pessoal incide maioritariamente em técnicos superiores, enquanto o reforço de assistentes operacionais — essenciais para o funcionamento no terreno — continua limitado. Esta distribuição foi apontada como potencial fator de desequilíbrio na resposta dos serviços municipais.

A questão da sustentabilidade financeira também marcou o debate, com críticas ao impacto do aumento de trabalhadores na despesa corrente do município. Foram levantadas preocupações sobre o crescimento de encargos permanentes e a possibilidade de redução da margem para investimento futuro, num contexto em que o equilíbrio orçamental é considerado essencial.

Em resposta, o executivo rejeitou as críticas e garantiu que não está previsto um aumento de chefias, sublinhando que o reforço se concentra em áreas técnicas necessárias. A presidente da Câmara destacou ainda que as necessidades foram identificadas pelos próprios serviços e que o município tem de se adaptar às novas responsabilidades assumidas, reforçando a importância de manter uma estrutura capaz de responder às exigências atuais.

O Mapa de Pessoal para 2026 acabou por ser aprovado, registando-se 19 votos a favor e 18 abstenções, um resultado que, embora permita a sua implementação, evidencia um cenário de consenso limitado e um debate político ainda em aberto sobre o crescimento da estrutura municipal.

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