2026/09/12
Autarquia diz que já notificou proprietários para limparem terrenos e admite intervir em algumas situações sinalizadas pelos munícipes.
Passeios com buracos e pedras em falta, terrenos por limpar e estruturas abandonadas no centro da cidade foram algumas das situações denunciadas por munícipes na reunião pública da Câmara de São João da Madeira, realizada no dia 8 de setembro. O executivo garante que algumas ocorrências já estão sinalizadas e admite intervir onde for necessário.
As condições de manutenção do espaço público estiveram em destaque na intervenção de munícipes durante a última reunião do executivo sanjoanense.
Entre as situações apontadas esteve o estado de vários terrenos que, segundo uma munícipe, apresentam vegetação elevada, sinais de abandono e acumulação de garrafas e outro lixo. A preocupação é maior por se tratar de zonas frequentadas por alunos e outros peões.
A mesma intervenção chamou a atenção para uma área junto ao Palácio da Justiça, onde existe uma estrutura degradada e sem utilização aparente. Segundo foi relatado na reunião, o espaço apresenta sinais de ocupação ocasional e acumulação de beatas, apesar de estar situado numa zona central da cidade.
Também o estado dos passeios da Rua Visconde mereceu críticas. Foram referidos desníveis, buracos e pedras em falta, fatores que podem dificultar a circulação pedonal, sobretudo entre a população mais idosa. A munícipe salientou precisamente as dificuldades de equilíbrio que estas condições podem provocar em quem tem maior vulnerabilidade na mobilidade.
Em resposta, o executivo municipal explicou que alguns dos terrenos identificados são propriedade privada e que os respetivos proprietários já foram notificados para procederem à sua limpeza. A Câmara reconheceu, contudo, que estes processos nem sempre têm resolução imediata.
Relativamente a uma parede tomada por silvas, o município adiantou que os serviços de jardins tinham a intervenção prevista, ficando em aberto a possibilidade de o custo ser posteriormente imputado ao proprietário.
Quanto às restantes situações, o executivo comprometeu-se a analisar os casos sinalizados. Sobre a recuperação dos passeios, foi reconhecido que se trata de um processo mais complexo e que poderá exigir uma intervenção mais demorada.