2026/02/21
REGIÃO DE TERRAS DE SANTA MARIA divulga o vídeo, exibido na Assembleia Municipal de Espinho, onde é evidenciado o mau estado de conservação do equipamento público na cidade.
A apresentação do orçamento municipal de Espinho para 2026 ficou marcada por um momento pouco habitual: a exibição de um vídeo institucional pelo presidente da câmara municipalm Jorge Ratola, logo no arranque da sua intervenção — um gesto que provocou reações críticas e abriu um clima de tensão política na sala.
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“Embora pareçam que também são fruto de uma tempestade, não são. Não é uma tempestade de um dia, nem de uma semana, nem de um mês… O que viram foi o resultado do abandono, da insensibilidade, da falta de cuidado, do não querer saber", afirmou o presidente da câmara municipal de Espinho, Jorge Ratola após a exbição.
E reforçou: “Equipamentos no estado deplorável nos devem envergonhar a todos… sobretudo aqueles que poderiam ter feito alguma coisa e no seu tempo o não fizeram.”
A mensagem foi interpretada por vários deputados como uma crítica direta a executivos anteriores e elevou o tom político da sessão logo no início do debate orçamental.
A crispação foi notória, com a oposição a questionar o líder do executivo sobre "quanto custou a película que vimos aqui… se vai ser candidata aos Óscares ou se vai passar no Cinanima.”
Apesar das críticas, o presidente manteve a linha argumentativa e prosseguiu a defesa do orçamento, sustentando que o concelho precisa de investimento e que o plano apresentado responde às expectativas da população. “Espinho merece mais, Espinho precisa de mais e os espinhenses exigem mais de todos nós", afirmou Jorge Ratola.
A utilização de um vídeo numa sessão deliberativa — algo incomum em assembleias municipais — funcionou como um gesto político deliberado de Jorge Ratola: mais do que ilustrar dados, procurou construir uma narrativa visual de diagnóstico e responsabilização.