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Região de Terras de Santa Maria

2026/09/12

Escolas de São João da Madeira regressam às aulas com obras e projetos ainda por concretizar

São João da Madeira

Executivo garante que a manutenção está a decorrer e que as requalificações serão feitas de forma faseada, enquanto o PS critica a lentidão de vários projetos no parque escolar.

A manutenção dos estabelecimentos de ensino, a requalificação de várias escolas e o ritmo de execução dos investimentos municipais na educação estiveram em destaque na reunião pública da Câmara de São João da Madeira, realizada a 8 de setembro. O executivo garante que os trabalhos estão a avançar, enquanto a oposição considera que é preciso acelerar intervenções há muito identificadas.

O regresso às aulas em São João da Madeira ficou marcado por várias questões relacionadas com o estado do parque escolar e com projetos de reabilitação ainda por concretizar.

Durante a reunião pública do executivo municipal, foi sublinhado que as escolas têm um peso relevante na atratividade da cidade, sendo referido que cerca de metade dos alunos que frequentam os estabelecimentos de ensino sanjoanenses são provenientes de fora do concelho.

A oposição questionou o executivo sobre as obras de manutenção realizadas durante as férias, o estado de vários projetos e a existência de intervenções que permanecem por executar.

Entre os casos concretos estiveram a escola de Carquejido, os espaços exteriores da escola dos Ribeiros, a Escola do Parrinho, a EB 2,3, a Escola das Fontainhas, a Escola do Parque e a escola de Casaldelo.

Muro demolido em Carquejido

Na escola de Carquejido, o município confirmou que o muro que separava o estabelecimento de uma propriedade privada e que apresentava risco de queda já foi demolido.

A intervenção foi realizada com o acordo do proprietário. Falta agora concluir a vedação da zona, devendo ser colocada uma rede depois de resolvida uma situação relacionada com a propriedade vizinha.

O executivo garantiu que o principal risco de segurança deixou de existir.

Manutenção continua nas escolas

A Câmara explicou também que os trabalhos de manutenção normalmente realizados no período entre anos letivos estão em curso pelos serviços municipais.

As equipas de jardins encontram-se igualmente nos estabelecimentos de ensino a proceder à limpeza dos espaços exteriores.

O executivo reconheceu que as escolas são equipamentos sujeitos a uma utilização intensiva e que, por isso, necessitam de manutenção permanente.

Financiamento da EB 2,3 ainda sem resposta

Relativamente à intervenção prevista para a EB 2,3, a Câmara continua a aguardar uma decisão sobre a candidatura a financiamento.

O presidente do município salientou que se trata de uma escola de grande dimensão e que a realização da obra depende de um apoio financeiro que acompanhe o investimento necessário.

À data da reunião, ainda não existia qualquer decisão sobre a candidatura.

Jardim de Infância do Parque está em obras

O executivo indicou ainda que o Jardim de Infância do Parque se encontra em obra, numa intervenção considerada prioritária.

A substituição de caixilharias na escola foi também identificada como uma necessidade antiga, reconhecendo a autarquia que existem várias situações no parque escolar que terão de ser intervencionadas progressivamente.

Projeto do Parrinho vai ser reformulado

A situação da Escola do Parrinho gerou um dos debates mais prolongados.

O concurso anteriormente lançado para a intervenção ficou deserto. Depois de assumir funções, o atual executivo reuniu com os responsáveis escolares e decidiu reformular o projeto.

Segundo o presidente da Câmara, foram os próprios responsáveis da escola que identificaram quais as intervenções consideradas mais necessárias para melhorar o funcionamento do estabelecimento.

O novo projeto deverá representar um investimento inferior ao inicialmente previsto.

Durante o debate, o presidente deu como exemplo uma eventual redução de um investimento na ordem dos 750 mil euros para cerca de 250 mil euros, defendendo que o montante inicialmente previsto poderá permitir realizar intervenções noutras escolas.

A autarquia considera que a nova solução deve responder às necessidades apontadas pelos professores e responsáveis do estabelecimento.

Oposição pede maior rapidez

Os vereadores do Partido Socialista contestaram, contudo, o ritmo das intervenções.

A oposição questionou se a estratégia de avançar “passo a passo” não estará a ser demasiado lenta e lembrou que vários projetos já se encontravam desenvolvidos ou com verbas previstas antes da mudança de executivo.

Foi também defendida a possibilidade de acelerar procedimentos, nomeadamente através do lançamento de empreitadas condicionadas à aprovação de financiamento comunitário.

O executivo rejeitou as críticas e sustentou que é necessário definir prioridades, perceber o montante de financiamento disponível e avaliar o esforço financeiro que ficará a cargo do município.

A maioria PSD reafirmou o compromisso de reabilitar todas as escolas, mas defendeu que as intervenções terão de ser feitas de forma faseada, tendo em conta os recursos municipais, os fundos comunitários e a capacidade de encontrar empresas disponíveis para executar as empreitadas.

O debate terminou sem novos prazos concretos para a conclusão dos vários projetos ainda pendentes.

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