2026/02/26
João Oliveira, presidente do município de São João da Madeira, anunciou investimento em recente reunião da autarquia sanjoanense.
São João da Madeira volta a estar em alerta depois de dois atropelamentos graves ocorridos nas últimas semanas no concelho. Os acidentes, que provocaram feridos e forte preocupação pública, levaram o executivo municipal a assumir um reforço das medidas de segurança rodoviária, com um investimento anunciado de cerca de 60 mil euros.
Durante a mais recente reunião de Câmara, os casos foram destacados como um sinal claro de que o problema da sinistralidade urbana “não pode ser tratado como episódico”. Foi deixada uma palavra de solidariedade às vítimas e às suas famílias, mas também um apelo à ação concreta.
Os dois atropelamentos ocorreram em contexto urbano, reacendendo o debate sobre a vulnerabilidade dos peões numa cidade compacta e de forte circulação pedonal. Um dos casos deu-se numa zona já intervencionada anteriormente com medidas de acalmia de tráfego, o que reforçou a ideia de que “a segurança rodoviária é um trabalho contínuo e nunca concluído”.
A autarquia reconhece que, apesar das intervenções feitas ao longo dos últimos anos — passadeiras elevadas, iluminação dedicada e sinalização reforçada —, os riscos persistem.
Como resposta imediata, o município anunciou um procedimento em curso no valor aproximado de 60 mil euros para instalação de novas almofadas redutoras de velocidade em pontos considerados críticos.
As localizações estão a ser definidas em articulação com a Polícia de Segurança Pública, os bombeiros e a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, tendo por base dados de ocorrências e zonas de maior tráfego pedonal.
Segundo foi explicado na reunião, trata-se de uma expansão significativa face às medidas já existentes, mais do que duplicando a intervenção anterior.
Os recentes acidentes surgem num contexto de forte pluviosidade e degradação pontual de algumas vias, situação também referida na reunião. A conjugação de más condições atmosféricas, desgaste do piso e excesso de velocidade agrava o risco, sobretudo junto a passadeiras.
Vereadores sublinharam que cada via deve ser pensada “a partir do ponto de vista de quem anda a pé” — crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida — defendendo uma abordagem integrada que vá além das soluções físicas.
O executivo garantiu que este não será um investimento isolado, mas parte de uma estratégia progressiva de reforço da segurança urbana. A instalação de almofadas redutoras será acompanhada de outras soluções técnicas e de ações de sensibilização dirigidas a condutores e peões.
A mensagem deixada foi clara: os atropelamentos recentes funcionaram como um alerta. E a cidade não pode ignorá-lo.
Com dois casos graves num curto espaço de tempo, São João da Madeira volta a colocar a segurança rodoviária no topo da agenda política — agora com investimento concreto no terreno.