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Região de Terras de Santa Maria

2026/07/07

Câmara de Espinho gastou quase €50 mil euros para se associar ao Air Invictus... evento que se realizou no Porto e Gaia

Espinho

João Lima, do Movimento Mais Cidadãos, questionou na Assembleia Municipal de Espinho o apoio de quase 50 mil euros ao Air Invictus e pediu indicadores sobre o retorno do investimento municipal.

A Câmara Municipal de Espinho gastou quase 50 mil euros para se associar ao Air Invictus, apresentado como o maior evento aeronáutico realizado em Portugal. O tema foi levantado na Assembleia Municipal pelo deputado João Lima, deputado eleito pelo MMC, durante o debate sobre a informação escrita do presidente da Câmara.

O Air Invictus decorreu de 19 a 21 de junho, nas margens do rio Douro, no Porto e Gaia,  e Espinho associou-se ao evento com um conjunto de atividades abertas ao público, procurando destacar a ligação histórica do concelho à aviação. Segundo a divulgação feita pelo município, a programação estendeu-se por vários dias e por diferentes locais do concelho, convidando a população a acompanhar de perto algumas das iniciativas.

Na Assembleia Municipal, João Lima questionou o valor envolvido e criticou a falta de indicadores que permitam avaliar o impacto dos apoios municipais a eventos. O deputado defendeu que a informação escrita apresentada ao plenário enumera atividades e iniciativas, mas não permite perceber se as verbas públicas aplicadas tiveram retorno efetivo para o concelho.

“Gostamos de saber o que é que se passa no município, mas gostamos de saber acima de tudo se as verbas gastas são gastas de forma produtiva”, afirmou João Lima, defendendo que a Câmara deve apresentar dados sobre “qual o retorno do investimento por cada euro que o município gasta em apoios”.

Foi nesse contexto que o deputado apontou o caso do Air Invictus, questionando “porque é que se gastaram quase 50 mil euros” num evento ao qual Espinho se associou como município participante. A crítica centrou-se na ausência de informação sobre o impacto económico, turístico ou promocional do investimento feito pela autarquia.

João Lima não colocou em causa a realização de eventos, mas defendeu que o município deve justificar melhor os apoios concedidos e apresentar indicadores objetivos à Assembleia Municipal. Para o deputado, esses dados são essenciais para que os eleitos possam fiscalizar a ação da Câmara e avaliar se os recursos públicos estão a ser aplicados de forma eficaz.

O presidente da câmara, Jorge Ratola, informou que os indicadores seriam trazidos à Assembleia Municipal.

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