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Região de Terras de Santa Maria

2026/11/03

Amadeu Albergaria promete procurar soluções para os 632 trabalhadores da ECCO

Santa Maria da Feira

Amadeu Albergaria considera o encerramento da ECCO uma notícia difícil para Santa Maria da Feira e promete trabalhar na procura de soluções. Foto: João Gomes

Amadeu Albergaria promete procurar soluções para os 632 trabalhadores da ECCO e manifesta solidariedade com as famílias afetadas pelo encerramento.

Presidente da Câmara de Santa Maria da Feira lamenta o encerramento da fábrica de São João de Ver e manifesta solidariedade com os trabalhadores e respetivas famílias. Autarca admite preocupação com as consequências sociais da decisão.

O presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Amadeu Albergaria, garantiu que a autarquia pretende trabalhar na procura de soluções para os 632 trabalhadores afetados pelo encerramento da fábrica da ECCO, em São João de Ver, reconhecendo que a decisão da multinacional dinamarquesa representa uma notícia difícil para o concelho.

Numa declaração pública, o autarca manifestou solidariedade com os funcionários e respetivas famílias, sublinhando a necessidade de uma resposta conjunta para enfrentar as consequências sociais e económicas do encerramento.

"O anúncio do encerramento da ECCO é uma notícia difícil para o nosso concelho, sobretudo para os trabalhadores e para as suas famílias, a quem expresso a minha solidariedade", afirmou Amadeu Albergaria.

O presidente da Câmara reconheceu que a decisão representa um momento particularmente delicado para Santa Maria da Feira, mas defendeu que a resposta deve passar pela mobilização das entidades envolvidas.

"Há momentos em que as notícias não são as que gostaríamos de receber. Mas é também nestes momentos que temos de estar atuantes e trabalhar para encontrar as soluções. Em articulação e com a colaboração de todos vamos encontrá-las!", acrescentou.

O autarca manifestou também, em declarações recentes, preocupação com o impacto social e profissional do encerramento, admitindo ter sido surpreendido pela decisão da multinacional.

A Câmara Municipal está a acompanhar a situação, procurando articular respostas com a empresa, os representantes dos trabalhadores e as entidades públicas competentes.

Encerramento representa perda de uma das principais unidades do setor

A ECCO anunciou, a 2 de novembro, o início do procedimento legal para encerrar total e definitivamente a fábrica de São João de Ver, onde trabalham 632 pessoas.

Fundada em 1984, a unidade foi a primeira instalação industrial da multinacional fora da Dinamarca, tendo desempenhado um papel importante na indústria portuguesa do calçado ao longo de mais de quatro décadas.

Segundo dados do World Footwear Yearbook 2026, a ECCO figurava entre os maiores operadores do setor em Portugal, ocupando o terceiro lugar em volume de negócios, com vendas de cerca de 74,3 milhões de dólares.

O encerramento integra uma reestruturação internacional do grupo, que abrange também uma fábrica no Vietname e prevê a possibilidade de redução de cerca de 400 postos de trabalho em funções regionais e globais.

A multinacional garante que cumprirá as obrigações laborais, incluindo o pagamento das compensações devidas, e que está a avaliar medidas adicionais para apoiar os trabalhadores na procura de novas oportunidades profissionais.

A decisão já motivou intervenções políticas. O Partido Socialista apresentou duas perguntas ao Governo, enquanto o Bloco de Esquerda defende a criação de planos de emergência social e o LIVRE apela à mediação da Câmara Municipal para procurar alternativas que permitam preservar a atividade industrial.

Apesar da disponibilidade manifestada por Amadeu Albergaria para encontrar soluções, ainda não foram divulgadas medidas concretas de apoio municipal aos trabalhadores, um calendário de intervenção ou eventuais alternativas capazes de manter a atividade industrial em São João de Ver.

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