2026/01/07
Vereadores da oposição d
A despesa corrente representa cerca de 60% dos 40,5 milhões de euros do orçamento total da câmara municipal de Arouca inscrito para o ano de 2026, o que merece critica dos vereadores da oposição. Vítor Carvalho, Rui Vilar e Célia Alves justificaram o voto contra no Orçamento Municipal para 2026 por considerarem um documenro “excessivamente centrado na gestão corrente”, com falta de “ambição transformadora” para o desenvolvimento equilibrado do território e obras com orçamentos “meramente simbólicos” e "que não responde de forma adequada às necessidades reais do concelho, nem apresenta uma visão estratégica capaz de preparar Arouca para os desafios do futuro”.
Para os sociais-democratas "esta rigidez estrutural limita significativamente a margem de manobra do Município, condiciona a capacidade de investimento autónomo e reduz a possibilidade de implementar políticas públicas mais ousadas, quer ao nível do desenvolvimento económico, quer do apoio às famílias e às freguesias".
Os vereadores do PSD sublinham que o orçamento demonstra a preocupação maior da "manutenção do funcionamento da máquina autárquica em detrimento de uma estratégia clara de transformação do território. Governar é escolher e definir prioridades, e este Orçamento evita essas escolhas, dispersando recursos por múltiplas áreas sem uma hierarquização política assumida".
Por sua vez, o executivo PS, lidero por Margarida Belém, entende que o orçamento apresentado assegura “a continuidade do percurso de desenvolvimento que o Município tem vindo a prosseguir nas mais diversas áreas de intervenção municipal” e preserva “a solidez financeira das contas públicas”.